24 maio 2007

Maria Tereza Goudard Tavares: Alfabetização em São Gonçalo

Recebi da Professora Maria Tereza Goudard Tavares a seguinte nota, a respeito do que publiquei antes com o título de "Os burros de São Gonçalo":

Caro Senhor Simon,

Agradeço o espaço de discussão, saudando o seu compromisso com o diálogo democrático. Em linhas gerais foram estas as minhas palavras aos jornalistas que me entrevistaram por telefone, com relação à adoção do programa Alfa – Beto:

I – Quanto ao uso do programa e a sua implementação junto à rede a partir de 2007, achamos ser necessário que se realize um profundo diagnóstico das condições estruturais e materiais da rede, destacando às condições de trabalho das professoras alfabetizadoras e das escolas em que as mesmas trabalham;

II- A questão da prioridade no uso da verba pública municipal nas compra dos kit´s do programa – É bom ressaltar que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) vem sendo desenvolvido com sucesso nos municípios do estado do Rio de Janeiro, é que em São Gonçalo, os livros tem chegado às escolas, em especial, às classes de alfabetização, sem ônus para SME / Prefeitura de São Gonçalo;

III – A forma pela qual a SME / SG definiu a adoção e a implementação do Programa Alfa – Beto. Defendemos que a professora deve ter o direito de participar da escolha de seu método de trabalho, e que a adoção de um método único, seja este filiado a qualquer matriz epistemológica, não dá conta da multiplicidade dos saberes e fazeres no processo de alfabetização.

Nesse sentido, achamos que a Secretaria Municipal de Educação, ciente de seu papel político e pedagógico deve avaliar com muita acuidade e serenidade a adoção do Programa Alfa – Beto, bem como a sua implementação generalizada na rede. Ressaltamos que à adoção pouco democrática e verticalizada do método único, fere inclusive, o preceito legal garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/96), que garante ao docente a liberdade de ensinar.

Atenciosamente,
Prof. Drª. Maria Tereza Goudard Tavares (UERJ/FFP)
Conselheira Municipal de Educação de São Gonçalo

3 Comentários:

Às 6:06 PM , Anonymous Eloisa Meireles disse...

Quanta mentira e quanta crase impertinente no texto da Professora(?) MariaTeresa.

Desde que o PNLD do alto do seus "saberes" e na atribuição mais rentável dos seus "fazeres" resolveu banir todos os livros que não rezassem pela cartilha do pensamento único construtivista, a história vem se repetindo assim: professores não podem escolher os livros que querem usar e sim, usar aqueles que lhes são impingidos via catálogo do PNLD. Ultimamente, mesmo os do catálogo são substituídos por outros a belprazer
dos "donos do PNLD".

Os livros (que não foram escolhidos nem pedidos), ficam abandonados nas escolas, criando mofo e traça para, de 2 em 2 anos, serem vendidos como papel velho. E o dinheiro público, quem se importa com ele? E o aluno da escola pública, quem se responsabiliza por ele?

 
Às 4:17 AM , Anonymous Maria Luiza disse...

Palavras de quem vive não vive a sala de aula e a vida do professor municipal diariamente, principalmete o de São Gonçalo. Acorda Dona Maria Tereza.

 
Às 10:26 AM , Anonymous Carol Silva disse...

Eu gostaria de saber das duas professoras (?) acima, se as cartilhas implementadas pelo municipio de SG, foram escolhidas pelos professores?

O que a profº Maria Tereza defende em seu artigo é a autonomia do professor na escolha do seu método de ensino, independente dos livros adotados pela escola, municipio e até mesmo pelo PNLD.
Além disso, quem é professor sabe que nenhum livro por melhor que seja, da conta de explicar ou compreender um fenômeno.

 

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

Links para esta postagem:

Criar um link

<< Página inicial