11 junho 2008

Saudades da Universidade Patrice Lumumba

Em 1960, a União Soviética criou a Universidade Patrice Lumumba, hoje a “Universidade Russa de Amizade dos Povos”, para estudantes do terceiro mundo. Na mesma inspiração, o governo brasileiro está criando agora a Universidade Latino-Americana, em Foz de Iguaçu, e conforme anunciado hoje pelo Secretário de Educação Superior do MEC, a Universidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, para estudantes da África, a ser estabelecida em Redenção, a 60 quilômetros de Fortaleza, considerada a primeira cidade brasileira a abolir a escravidão.

Não sei como anda a Universidade Pratice Lumumba hoje. Olhando na wikipedia, dá para ver que, entre seus ex-alunos notáveis, está Carlos o Chacal; Mahmoud Abbas, dirigente do Fatah; Aziz al-Abub, psiquiatra e torturador do Hezzbolah; o espião da KGB Yuri B. Shvets, hoje refugiado nos Estados Unidos; e a linguista brasileira Lucy Seki, que depois completou seu doutorado na Universidade do Texas. Com o fim da União Soviética, além da mudança de nome, o curriculo também mudou, e a doutrinação leninista foi substituida por cursos de administração de empresas, entre outros. Há alguns anos atrás, a universidade foi palco de ataques racistas violentos contra africanos e orientais, que revelaram o isolamento e as péssimas condições de vida dos estudantes de terceiro mundo que ainda se aventuravam por lá. Na página da universidade na Internet dá para ver que com 25 mil estudantes, todos eles pagantes, e mais de 2000 professores, ela está se esforçando por se transformar em uma universidade de qualidade, embora sua produção acadêmica ("for the last 3 years 167 monographs, 58 textbooks and 485 manuals have been published at the University") não chega a impressionar. Mas ela deve ter coisas boas, sobretudo a localização em uma grande cidade que é Moscou.

Duvido que os idealizadores das universidades de terceiro mundo brasileiras conheçam a experiência da Patrice Lumumba, mas a idéia é a mesma, com o agravante que seus estudantes ficarão exilados em regiões remotas do país. A Universidade Latinoamericana, por exemplo, segundo seus organizadores, tem como propósito “a integração da América Latina através de um novo elo substantivo: a integração pelo conhecimento e a cooperação solidária entre os países do continente mais do que nunca em uma cultura de paz.” Lembra alguma coisa?

Não há dúvida de que o Brasil poderia ter um papel muito mais importante do que tem tido em estimular e apoiar a vinda de estudantes da América Latina, África e outras regiões para nossas melhores universidades. Isto seria bom para eles, a nos ajudaria a sair de nosso provincianismo. O melhor instrumento para isto são as universidades já existentes, que precisariam de apoio, estímulo e liberdade – inclusive de cobrar - para atrair possíveis candidatos com o que elas têm de melhor a oferecer - os cursos profissionais de qualidade, os programas de pós-graduação, a capacidade instalada de pesquisa e a interação com seus estudantes e com sociedade mais ampla da qual elas participam, nos principais centros urbanos do país em que estão instaladas. Universidades de primeiro mundo, e não de terceiro.

7 Comentários:

Às 12:54 PM , Anonymous Tamo Chattopadhay disse...

As someone who completed his first graduate studies in Patrice Lumumba, I completely agree with Simon’s opinion. I was born in India, and in 1983 (at the height of the cold war, when India and USSR were strategic allies) I got a scholarship to study Physics in Russia. I was 19 and was hungry to get out of Calcutta and see the world. I had no control over the university where I could study – it was a lottery (a propaganda stance by the Soviet regime which insisted that ALL its universities are equally good!).

I was admitted to Patrice Lumumba. While there were quite a few good professors in the Physics department, overall, the university had a very poor reputation – especially among ordinary Russians / Soviet citizens, and among Russian scholars / scientists. Indeed, it did not take me a very long time to understand that I was in effect attending a second (or third) tier university of former Soviet Union. The most depressing part of that education was the student body itself – who have been ‘selected’ from all over the world primarily for their (or their countries’) political inclinations. Ultimately there are two most important elements in higher education – a stimulating faculty and a stimulating student body. On both these counts Patrice Lumumba failed miserably. In fact most of the students (from Africa, Asia, Latin America) were not interested in study – the atmosphere was nothing like what one would see in other regular universities of USSR, which I had visited as well, including the famous Moscow State University and Kiev State University (Ukraine). Given the political nature of the university; the administrative leadership was very closely aligned with the political party and this led to academics and research excellence being delegated to a lower priority.

I know what a good university looks and feels like. I attended two of them – later in my life in the United States: City University of New York (where I did an MBA) and Columbia University in New York (where I did my Doctorate). I have been also teaching at Columbia University’s School of International and Public Affairs. So I know what a university classroom full of engaged graduate students who really want to learn (because they have paid a lot of money to receive their education) look like. Patrice Lumumba University, in my days (1983 – 1989) was not one of those stimulating environments. It was an environment of overwhelming mediocrity. Indeed, many of my fellow classmates (Indian students) who directly returned to India after their studies at Patrice Lumumba had a very hard time finding proper employment in their professions. Incidentally, two years ago on Avenida N-S Copacabana near Posto 4, I ran into a Peruvian student whom I knew back in 1983 in Patrice Lumumba – who is still re-doing his studies in Physics – and this time as a foreign student in Brazil.

May be with full tuition paying foreign students Patrice Lumumba has improved today. But as a model of “promoting friendship among nations” Brazil should look into other education collaboration alternatives with African countries, than recreating a recipe for mediocrity and political nepotism.

Dr. Tamo Chattoapdhay
Adjunct Assistant Professor
School of International and Public Affairs, Columbia University in New York

 
Às 2:52 PM , Anonymous João M. Lucas Barbosa disse...

Caro Simon,

Tomei conhecimento da ideia da Universidade da Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa através de discurso proferido pelo Governador do Estado do Ceará no momento em que recebeu uma comenda por ter ajudado na criação de uma faculdade de Medicina em Sobral (CE) na época em que era Prefeito daquela cidade.

Mesmo sem ter o conhecimento das experiências relatadas por você, fiquei escandalizado. A solução obvia para que o Brasil participe positivamente no desenvolvimento dos paises africanos eh extamente ajudando na formaccao da nova geração de tecnicos e pesquisadores daqueles paises. Mas isto se faz trazendo seus alunos para estudarem em universidades brasileiras de qualidade e não criando universidades especiais apenas para eles.

O Ceara é um estado onde a contribuição do governo federal na formação superior da nossa juventude é muito deficiente. Temos uma boa universidade federal. Entretanto ela está tão longe de atender a demanda que o proprio estado, com seus parcos recursos, teve de montar 3 universidades estaduais, com muitos campi espalhados pelo estado. Observo que a cidade de Redenção nao é nenhuma das que é atendida por este sistema estadual de educação superior. Seus habitantes certamente gostariam de ter uma universidade para atender à populaccao do municipio. Teremos, ao inves disto, uma universidade para atender alunos do exterior.

Quem serão os professores de tal universidade? Tenho enormes duvidas de que venham a ser realmente competentes.

Me parece que a proposta tem cheiros fortes de racismo.

Um abraço

 
Às 3:08 PM , Blogger Leandro R. Tessler disse...

Não posso deixar de concordar com tudo o que foi escrito aqui acerca da Patrice Lumumba. Mas parece-me que as propostas da UNILA e da UniCPLP não é nem de longe repetir sua trajetória.
Não se tratam de universidades para doutrinação de estudantes do terceiro mundo, mas de instituições que já nascem com uma proposta de internacionalização, tão ausente nos cursos de graduação brasileiros. Quantos estudantes estrangeiros de graduação temos nas grandes universidades públicas? Até há pouco tempo era impossível algum estrangeiro inscrever-se no vestibular da Unicamp usando o passaporte como documento.
O alvo de cada uma das novas universidades corresponde a regiões do mundo onde a influência brasileira precisa ser maior. Em relação à américa latina, isso ficou claro para quem esteve na recente CRES2008 em Cartagena de Indias. Os assuntos e posições tomadas pelos representantes de nossos vizinhos soavam antigos e defasados a ouvidos brasileiros. O ponto em que estamos é relevante e temos muito para contribuir na formação acadêmica (não doutrinária) de intelectuais na região.
Das duas a UNILA está mais avançada. Há no projeto a clara intenção de formar uma universidade de pesquisa em ciências e humanidades, com corpos docente e discente internacionais, com números adequados aos de uma instituição moderna.
Quanto às localizações escolhidas, há vantagens e desvantagens. Algumas universidades de ponta foram criadas no meio de campos e canaviais. Imagine o que devia ser Palo Alto quando Leroy Stanford chegou lá.

 
Às 7:58 PM , Anonymous Hélgio Trindade disse...

Caro colega Simon: como Presidente da Comissão de Implantação da Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA) fiquei surpreso com o artigo publicado em seu Blog. Certamente foi uma avaliação superficial para um renomado especialista em educação superior. Creio que a melhor forma de esclarece-lo seria transcrever as referencias valorativas que tem sido feitas pelo nosso colega chileno José Joaquim Brunner no seu prestigioso blog:
http://mt.educarchile.cl/mt/jjbrunner/archives/2008/06/post_88.html
Tomo a liberdade de transcrever em sua edição de 13 de junho de 2008, publicada dois dias após o seu texto.
BLOG J.J. BRUNNER
Junio 13, 2008
EN QUÉ ESTÁ EL PROYECTO QUE INSTITUYE LA UNIVERSIDAD FEDERAL DE LA INTEGRACIÓN LATINOAMERICANA (UNILA)
Entrevista a Helgio Trindade, Coordinador del Proyecto de la Universidad Federal de la Integración Latinoamericana (UNILA), actualmente en tramite en el Congreso Nacional brasileño.
Ver texto completo más abajo.
Ver Boletín Informativo N° cero de la UNILA aquí 134 KB
Ver artículo de opinión: Universidad Federal de Integración Latino Americana: Reflexiones de Ingrid Sarti, 4 mayo 2008
Párrafo destacado de la entrevista
¿Cuáles son los desafíos e impactos de un proyecto de esta naturaleza?
Construir una institución pensada y planificada para el siglo XXI en su concepción, organización y propuesta político-pedagógica es un desafío inmenso. Exige osadía para romper con los parámetros tradicionales y, también, capacidad de absorber, de manera critica, las experiencias positivas de las instituciones. La Unila precisa ser pensada como una institución que, dentro de su misión, pueda, en los diferentes campos del saber, reflexionar acerca de temas sean a la vez regionales y universales para aportar su contribución a la solución de los desafíos de las sociedades latinoamericanas. Estoy seguro que el impacto será muy grande, sobre todo porque Brasil ha tenido la iniciativa de tomar esta decisión estratégica en un momento en que el tema de la integración se vuelve cada vez más crucial para el continente. El Mercosur, sin duda, es un avance, pero precisamos pensar la integración de forma más amplia, a través del protagonismo de nuevos liderazgos. América Latina, a diferencia de la Unión Europea, está valorando el papel de la educación superior y la movilidad de profesores y alumnos de forma más precoz de lo que ha pasado en Europa. Estoy convencido que esas iniciativas, cuya acción precursora ha sido la Asociación de Universidades del Grupo de Montevideo, en el ámbito del Mercosur, van a contribuir decisivamente para el proceso de integración latinoamericana.
Entrevista
Prof. Hélgio Trindade
En diciembre de 2007, el Presidente de la República Federativa de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, firmó el Proyecto de Ley que instituye la Universidad Federal de la Integración Latinoamericana, UNILA (actualmente en tramite en el Congreso Nacional brasileño). Para coordinar la puesta en marcha de la futura institución, fue invitado el académico, ex-rector de la Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), miembro del Conselho Nacional de Educação (CNE) y Consejero de la Unesco, profesor Hélgio Trindade. Intelectual de larga experiencia en gestión, investigación y evaluación en enseñanza superior, tomó posesión en el Ministerio de Educación brasileño, el pasado mes de marzo de 2008, de la presidencia de la Comisión de Implantación de la Unila, con la responsabilidad de definir las directrices institucionales y académicas de la futura Universidad.
En esta breve entrevista, publicada en la Revista Densidades (Argentina - mayo 2008), Hélgio Trindade nos comenta en qué consiste el proyecto de la Unila.
¿Cuáles son los objetivos del proyecto de Unila?
En el actual momento histórico en que la sociedad del conocimiento y la formación de bloques regionales son, más que nunca, factores clave para la inserción de las naciones en el competitivo escenario globalizado, Brasil ha evidenciado la necesidad de crear una institución volcada a la integración latinoamericana y, así, ha decidido buscar el modelo de la universidad del siglo XXI.
La Universidad Federal de la Integración Latinoamericana (Unila) tendrá la vocación de contribuir, a través del conocimiento y de un proyecto de cooperación solidaria, para la formación de bases sólidas que ayuden a promover la integración y el desarrollo del continente. El proyecto es el de una universidad nacional pública ligada a la red de universidades federales brasileñas, pero con la vocación para la integración entre los países de América Latina y, en especial, entre las instituciones de enseñanza superior y centros de investigación. El espectro de alcance es todo el continente, desde México hasta Argentina pretendemos tener acuerdos de cooperación e intercambio académicos.
¿Cuáles son los objetivos del proyecto de UNILA?
Aunque la Unila sea una universidad brasileña, su misión será la de, a través del conocimiento compartido, contribuir para la integración de la región. Tendrá la financiación del Ministerio de Educación de Brasil, pero su compromiso será prioritariamente con la América Latina. Será una institución bilingüe, y queremos que su campus sea un locus de la integración entre maestros y alumnos en términos académicos, científicos y culturales. Por eso proyectamos establecer que la mitad de los 10 mil alumnos y de los 500 profesores, previstos como meta, sea seleccionada de los diversos países latinoamericanos y la otra mitad de Brasil. La definición de acoger alumnos y profesores de toda la América Latina va a hacer que la práctica de las lenguas portuguesa y castellana forme parte del cotidiano de la Unila, proporcionando el quiebre de las barreras idiomáticas. El bilingüismo será un instrumento importante para la construcción de la integración intelectual y cultural de la comunidad académica, respetando las diferencias. El proyecto prevé la creación de la Unila en Foz do Iguaçu, en la frontera común de Brasil, Argentina y Paraguay, un espacio de intercomunicación y convivencia de tres naciones.
¿Que tipo de cursos van a ser dictados por la Universidad?
La Unila ofrecerá cursos de grado y postgrado en ciencias y humanidades, en áreas de interés común para el desarrollo de América Latina y que respondan a las necesidades actuales y futuras de la región. La Universidad deberá combinar el avance científico y tecnológico interdisciplinar con los saberes producidos por la sociedad. La Unila tendrá como meta producir la “máxima calidad académica, con la máxima calidad social”, bajo la inspiración de una ética que respete la igualdad de derechos de todos los hombres y mujeres.
¿Cuál es el papel que desarrolla la Comisión de Implantación de la Unila?
La Comisión está formada por trece expertos de alto nivel que tienen la responsabilidad de realizar “estudios y actividades para la planificación institucional, la organización de la estructura académica y curricular” de la futura Universidad. Estamos trabajando en el modelo de la universidad, su estructura académica y su proyecto político-pedagógico, a través de una interlocución con expertos brasileños y extranjeros, y conociendo experiencias innovadoras en el área de la enseñanza superior. En nuestras reuniones periódicas, estamos estructurando el proyecto institucional de la universidad, los cursos todavía están en proceso de discusión. Tenemos hasta diciembre de 2008 para finalizar el documento.
¿De qué manera la comunidad internacional está recibiendo el proyecto de la Unila? La receptividad es excelente, en especial en América Latina. Desde fines del año pasado, cuando empecé a presentar el proyecto de la Unila, la idea ha tenido una acogida muy positiva. Hago referencia a la Reunión de Ministros de Educación del Mercosur en Montevideo (noviembre 2007), a las reuniones de los rectores de la Asociación de las Universidades del Grupo de Montevideo (AUGM) (noviembre 2007) y del encuentro de las Cátedras UNESCO de América Latina, en Cáceres, España (diciembre de 2007), en que la Unila ha sido recomendada como “un espacio abierto, en los campos curriculares y de la investigación, para la experimentación de temas transdisciplinares innovadores de las cátedras ibero-americanas”. También se debe mencionar el VI Congreso Internacional de Enseñanza Superior realizado en Cuba (febrero 2008), cuando, en diversas ponencias, la Unila fue presentada como la gran novedad para la América Latina. El pasado 16 de mayo, el proyecto fue presentado a la Comisión de Educación, Cultura, Ciencia, Tecnología y Deporte del Parlamento del Mercosur, en una reunión celebrada en Brasilia, y la idea fue muy bien recibida por los parlamentarios de los diversos países. En paralelo, estamos desarrollando una comunicación sistemática con las principales universidades latinoamericanas e instituciones internacionales de enseñanza e investigación, y las respuestas de los dirigentes indican interés en estar al tanto del desarrollo del proyecto y realizar futuros acuerdos y redes de intercambio.
¿En qué estado está el proyecto hoy y cuando la Universidad deberá empezar a funcionar?
Según la legislación de Brasil, la creación de las universidades federales precisa ser aprobada por la Cámara de los Diputados y el Senado del Congreso Nacional. El Proyecto está actualmente en tramitación y ha habido interés y apoyo de los parlamentarios de diferentes partidos. La previsión es que el proyecto sea aprobado por las distintas Comisiones durante este año, una vez que la aprobación es conclusiva en el nivel de las Comisiones, no depende de la aprobación o en el plenario. Para empezar en el segundo semestre del próximo año disponemos espaço físico, a ser cedido temporariamente por el Parque Tecnológico de Itaipú, en Foz do Iguaçu. En paralelo, va a empezar en 2009 la construcción del campus en una a gran área a ser donada por Itaipu Binacional, también el Ayuntamiento donará otro terreno para la construcción de la te re residencia universitaria. Ya contamos con un ícono latinoamerica agregado al proyecto, el arquitecto Oscar Niemeyer que, para homenajear a América Latina, va a regalar a la Unila el diseño del Portal y de los edificios de la Biblioteca y la Rectoría.
¿Cuáles son los desafíos e impactos de un proyecto de esta naturaleza?
Construir una institución pensada y planificada para el siglo XXI en su concepción, organización y propuesta político-pedagógica es un desafío inmenso. Exige osadía para romper con los parámetros tradicionales y, también, capacidad de absorber, de manera critica, las experiencias positivas de las instituciones. La Unila precisa ser pensada como una institución que, dentro de su misión, pueda, en los diferentes campos del saber, reflexionar acerca de temas sean a la vez regionales y universales para aportar su contribución a la solución de los desafíos de las sociedades latinoamericanas. Estoy seguro que el impacto será muy grande, sobre todo porque Brasil ha tenido la iniciativa de tomar esta decisión estratégica en un momento en que el tema de la integración se vuelve cada vez más crucial para el continente. El Mercosur, sin duda, es un avance, pero precisamos pensar la integración de forma más amplia, a través del protagonismo de nuevos liderazgos. América Latina, a diferencia de la Unión Europea, está valorando el papel de la educación superior y la movilidad de profesores y alumnos de forma más precoz de lo que ha pasado en Europa. Estoy convencido que esas iniciativas, cuya acción precursora ha sido la Asociación de Universidades del Grupo de Montevideo, en el ámbito del Mercosur, van a contribuir decisivamente para el proceso de integración latinoamericana.
Publicado por: jjbrunner

 
Às 8:46 PM , Blogger Simon Schwartzman disse...

Ao contrário do que diz Helgio Trindade, José Joaquin Brunner não faz nenhuma "referencia valorativa" ao projeto da UNILA, mas se limita a transcrever sua entrevista. A entrevista é uma declaração grandiosa de intenções, que não muda nada minha idéia de que se trata de uma iniciativa mal concebida, com poucas perspectivas de sucesso, em um momento em que existem problemas sérios de qualidade, relevância e ineficiência de grande parte das universidades federais do país.

 
Às 11:21 PM , Anonymous Helgio Trindade disse...

Prezado Simon: não quero polemizar sobre o tema, mas o fato de Brunner ter divulgado duas vezes em seu blog a UNILA é um indicador de que reconhece que o projeto é sério, respeitavel e inovador. Estou conciente que um bom projeto não basta se não for implantado com os cuidados academicos adequados no que se refere a qualidade dos professores, dos alunos e dos cursos. A responsabilidade com que assumi diferentes funções no campo da educação superior e da ciência e tecnologia, como bem sabes, certamente me credencia para conduzir o projeto de uma nova universidade publica federal, com uma vocação inovadora e qualidade academico-cientifica.

 
Às 7:47 PM , Blogger Simon Schwartzman disse...

"Saudades da Universidade Patrice Lumumba" está agora publicado, sem comentários, no blog de José Joaquin Brunner. Para quem não conhece, vale muito a pena visitar o site -Brunner é uma referência obrigatória para todos que se interessam pelos temas da educação superior e da cultura na América Latina.

http://mt.educarchile.cl/mt/jjbrunner/.

Um doce para quem descobrir aonde ele diz que o projeto da UNILA é "sério, respeitavel e inovador".

 

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